setembro 25, 2013

Total de veículos financiados recua para 4,4 milhões de unidades

O total de veículos financiados durante este ano até agosto foi de 4,4 milhões de unidades, o que representa um recuo de 5% em comparação ao mesmo período de 2012. Os números são de levantamento realizado pela Cetip. Foram 582.222 veículos financiados no mês passado, sendo 281.624 usados e 300.598 novos. Em agosto do ano passado, o total registrado foi de 683 mil e em julho deste ano o número contabilizado foi 594 mil.
Em agosto, o volume de financiamentos de veículos foi de R$ 13,12 bilhões, um recuo de 20% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na comparação com julho o recuo foi de 3%.
Do total das vendas em agosto, 46% aconteceram na região Sudeste, aumento de 1 ponto porcentual em relação ao mês anterior. A região Sul representou 21%, Nordeste 18%, Centro-Oeste 10% e Norte 6%.

De acordo com a pesquisa, o número de financiamentos de veículos via CDC (Crédito Direto ao Consumidor) cresceu 1,2 ponto porcentual em agosto de 2013, na comparação com julho, para 84,1% do total. Os consórcios apresentaram queda de 1 ponto porcentual, para 12,5%. Leasing, com participação de 2%, e reserva de domínio, com 1,5%, mantiveram fatias estáveis de mercado na mesma base de comparação.

setembro 19, 2013

Famílias paulistanas estão menos endividadas

A proporção de famílias endividadas na cidade de São Paulo recuou para 52,6% em agosto, depois de ter registrado 57% e julho, segundo pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O porcentual também é inferior aos 53,5% apurados em agosto de 2012.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da entidade mostrou que o número de famílias paulistanas endividadas caiu para 1,88 milhão em agosto, em comparação a 2,04 milhões em julho.
Houve recuo na porcentagem de famílias endividadas em agosto, na comparação com julho, tanto para as que ganham até 10 salários mínimos (de 59,2% para 56,3% no mês passado) quanto para as que têm ganhos acima dessa faixa (nesse caso, de 50,4% para 42%).

O principal tipo de dívida das famílias paulistanas é (de longe) o cartão de crédito, que impacta 70,2% das pesquisadas. Em seguida aparecem carnês (18,2%), financiamento de carro (15,6%), crédito pessoal (15,1%), financiamento de casa (9,2%) e cheque especial (8,4%).

setembro 12, 2013

Concessão de crédito a pessoa física soma R$ 152 bilhões

As concessões de crédito para pessoas físicas cresceram 5% em julho, somando R$ 152 bilhões, de acordo com levantamento  do Banco Central. A elevação foi puxada por financiamentos imobiliários, operações com cartão de crédito sem incidência de juros, financiamentos de veículos e cheque especial.
O aumento do volume dessas operações para o consumidor foi na contramão dos empréstimos a empresas, que tiveram queda de 10,8% no mês, para um total de R$ 142 bilhões. A retração aconteceu principalmente nas linhas de capital de giro, adiantamentos de contratos de câmbio (ACCs) e crédito rural.

Segundo a pesquisa do BC, as concessões de crédito feitas em julho, computando as realizadas com recursos livres e direcionados, somaram R$ 294 bilhões, o que representou uma redução mensal de 3,3%.

setembro 05, 2013

Inadimplência recua no crédito para pessoa física

A inadimplência recuou na maioria das linhas de crédito para pessoa física em julho, de acordo com a pesquisa mensal do Banco Central. Segundo o levantamento, o indicador teve queda de 8,0% em junho para 7,9% em julho nos empréstimos via cheque especial e caiu de 6,1% para 6,0% na aquisição de veículos.
Em compensação, a inadimplência cresceu de 25,2% para 25,7% no cartão de crédito, na comparação mensal, puxada pelo aumento de 1,2 ponto percentual no rotativo. Os dados referem-se ao crédito livre.
Em relação aos juros, o levantamento do BC mostrou que houve elevação nas principais linhas de crédito a pessoas físicas em julho. No cheque especial, a taxa passou de 136,8% ao ano em junho para 137,5% e no crédito pessoal os juros subiram de 38,0% para 39,8% ao ano na comparação mensal. Nos empréstimos para aquisição de veículos, as taxas tiveram alta de 19,5% para 20,3%.

Quanto ao volume de crédito total, que abrange todas as linhas, o levantamento do Banco Central revelou que aconteceu uma elevação de 0,6% em julho, para R$ 2,545 trilhões.

agosto 28, 2013

Banco Central reduz exigência para envio de informações por instituição financeira

O Banco Central divulgou Circular e Carta Circular com o objetivo de racionalizar a coleta de informações junto a instituições financeiras. As medidas fazem parte do “Otimiza BC”, programa que tem como meta reduzir custos do sistema financeiro.
De acordo com nota divulgada pelo BC, a Circular 3.665 determina que as instituições financeiras estão dispensadas do envio bimestral de informações sobre o direcionamento de recursos para microcrédito e sobre operações de crédito consignado.
Já a Carta Circular 3.610 dispensou a remessa mensal das Informações Complementares ao Balancete (ICB), em que constava o número de funcionários, de agências, de diretores e de contas movimentadas e não movimentadas.

Em ambas as situações, a dispensa terá vigência a partir de 1º de janeiro de 2014, quando essas informações passarão a ser obtidas em outros sistemas já em operação no BC. A forma, os prazos e condições para a remessa dessas informações serão determinados pelo Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig). 

agosto 22, 2013

Pequena empresa mantém acesso ao crédito, garante o BC

As pequenas e médias empresas continuarão a ter acesso a empréstimos, apesar das novas regras para concessão de crédito estabelecidas pelo Banco Central. Quem garante é o BC, que desde o final de março exige menos capital dos bancos que emprestam para companhias com dívidas bancárias acima de R$ 100 milhões.
A decisão preocupou as empresas de menor porte que, a princípio, ficaram receosas de ter menor acesso aos empréstimos. A preocupação tinha como origem os efeitos da mudança: antes, um crédito de R$ 100 a qualquer tipo de empresa entrava no cálculo de ativos ponderado pelo risco como R$ 100 e pela nova regra o empréstimo para grandes empresas passou a ser contabilizado como R$ 75, exigindo portanto menos capital próprio das instituições. Para as demais companhias o cálculo não foi alterado.

O Banco Central garante que não há motivos de preocupação para as pequenas e médias em consequência da nova norma, já que “a regra de ponderação de risco para essas exposições permanece inalterada”. Como adendo para tranquilizar o mercado, o BC ampliou o porte das empresas que se enquadram na categoria “varejo”, que têm ponderação de risco de 75%. Passaram a ser enquadradas nesse grupo as companhias com receita anual de até R$ 3,6 milhões, em comparação aos R$ 2,4 milhões fixados anteriormente.  

agosto 15, 2013

Banco Central prevê ligeira queda na oferta de crédito

O Banco Central prevê que a oferta de crédito para pessoas físicas deve ficar mais restrita no terceiro trimestre, enquanto a demanda e a aprovação devem crescer. As variações, no entanto, serão pequenas, segundo estimativas do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, com base em levantamento realizado com 46 instituições financeiras.
As operações para consumidores levadas em conta pelo BC são cheque especial, crédito pessoal, financiamento de veículos e cartão de crédito.
O indicador do Banco Central em relação ás perspectivas do crédito é expresso em uma escala que varia entre -2 e 2 pontos, com -2 indicando mais restrição. Com base nessa escala, a demanda por empréstimos ficou em 0,06 pontos, indicando aumento da procura. Pelo lado da oferta, o índice foi negativo em 0,07 ponto.

Entre os indicadores, o que mostra perspectiva negativa é o crédito para grandes empresas, que nos três itens avaliados (oferta, demanda e aprovação) mostrou variações negativas. Para as micro, pequenas e médias a previsão é de restrição na oferta (-0,38 ponto) e melhora na demanda (0,50) e na aprovação de crédito (0,08).