setembro 12, 2013

Concessão de crédito a pessoa física soma R$ 152 bilhões

As concessões de crédito para pessoas físicas cresceram 5% em julho, somando R$ 152 bilhões, de acordo com levantamento  do Banco Central. A elevação foi puxada por financiamentos imobiliários, operações com cartão de crédito sem incidência de juros, financiamentos de veículos e cheque especial.
O aumento do volume dessas operações para o consumidor foi na contramão dos empréstimos a empresas, que tiveram queda de 10,8% no mês, para um total de R$ 142 bilhões. A retração aconteceu principalmente nas linhas de capital de giro, adiantamentos de contratos de câmbio (ACCs) e crédito rural.

Segundo a pesquisa do BC, as concessões de crédito feitas em julho, computando as realizadas com recursos livres e direcionados, somaram R$ 294 bilhões, o que representou uma redução mensal de 3,3%.

setembro 05, 2013

Inadimplência recua no crédito para pessoa física

A inadimplência recuou na maioria das linhas de crédito para pessoa física em julho, de acordo com a pesquisa mensal do Banco Central. Segundo o levantamento, o indicador teve queda de 8,0% em junho para 7,9% em julho nos empréstimos via cheque especial e caiu de 6,1% para 6,0% na aquisição de veículos.
Em compensação, a inadimplência cresceu de 25,2% para 25,7% no cartão de crédito, na comparação mensal, puxada pelo aumento de 1,2 ponto percentual no rotativo. Os dados referem-se ao crédito livre.
Em relação aos juros, o levantamento do BC mostrou que houve elevação nas principais linhas de crédito a pessoas físicas em julho. No cheque especial, a taxa passou de 136,8% ao ano em junho para 137,5% e no crédito pessoal os juros subiram de 38,0% para 39,8% ao ano na comparação mensal. Nos empréstimos para aquisição de veículos, as taxas tiveram alta de 19,5% para 20,3%.

Quanto ao volume de crédito total, que abrange todas as linhas, o levantamento do Banco Central revelou que aconteceu uma elevação de 0,6% em julho, para R$ 2,545 trilhões.

agosto 28, 2013

Banco Central reduz exigência para envio de informações por instituição financeira

O Banco Central divulgou Circular e Carta Circular com o objetivo de racionalizar a coleta de informações junto a instituições financeiras. As medidas fazem parte do “Otimiza BC”, programa que tem como meta reduzir custos do sistema financeiro.
De acordo com nota divulgada pelo BC, a Circular 3.665 determina que as instituições financeiras estão dispensadas do envio bimestral de informações sobre o direcionamento de recursos para microcrédito e sobre operações de crédito consignado.
Já a Carta Circular 3.610 dispensou a remessa mensal das Informações Complementares ao Balancete (ICB), em que constava o número de funcionários, de agências, de diretores e de contas movimentadas e não movimentadas.

Em ambas as situações, a dispensa terá vigência a partir de 1º de janeiro de 2014, quando essas informações passarão a ser obtidas em outros sistemas já em operação no BC. A forma, os prazos e condições para a remessa dessas informações serão determinados pelo Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig). 

agosto 22, 2013

Pequena empresa mantém acesso ao crédito, garante o BC

As pequenas e médias empresas continuarão a ter acesso a empréstimos, apesar das novas regras para concessão de crédito estabelecidas pelo Banco Central. Quem garante é o BC, que desde o final de março exige menos capital dos bancos que emprestam para companhias com dívidas bancárias acima de R$ 100 milhões.
A decisão preocupou as empresas de menor porte que, a princípio, ficaram receosas de ter menor acesso aos empréstimos. A preocupação tinha como origem os efeitos da mudança: antes, um crédito de R$ 100 a qualquer tipo de empresa entrava no cálculo de ativos ponderado pelo risco como R$ 100 e pela nova regra o empréstimo para grandes empresas passou a ser contabilizado como R$ 75, exigindo portanto menos capital próprio das instituições. Para as demais companhias o cálculo não foi alterado.

O Banco Central garante que não há motivos de preocupação para as pequenas e médias em consequência da nova norma, já que “a regra de ponderação de risco para essas exposições permanece inalterada”. Como adendo para tranquilizar o mercado, o BC ampliou o porte das empresas que se enquadram na categoria “varejo”, que têm ponderação de risco de 75%. Passaram a ser enquadradas nesse grupo as companhias com receita anual de até R$ 3,6 milhões, em comparação aos R$ 2,4 milhões fixados anteriormente.  

agosto 15, 2013

Banco Central prevê ligeira queda na oferta de crédito

O Banco Central prevê que a oferta de crédito para pessoas físicas deve ficar mais restrita no terceiro trimestre, enquanto a demanda e a aprovação devem crescer. As variações, no entanto, serão pequenas, segundo estimativas do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, com base em levantamento realizado com 46 instituições financeiras.
As operações para consumidores levadas em conta pelo BC são cheque especial, crédito pessoal, financiamento de veículos e cartão de crédito.
O indicador do Banco Central em relação ás perspectivas do crédito é expresso em uma escala que varia entre -2 e 2 pontos, com -2 indicando mais restrição. Com base nessa escala, a demanda por empréstimos ficou em 0,06 pontos, indicando aumento da procura. Pelo lado da oferta, o índice foi negativo em 0,07 ponto.

Entre os indicadores, o que mostra perspectiva negativa é o crédito para grandes empresas, que nos três itens avaliados (oferta, demanda e aprovação) mostrou variações negativas. Para as micro, pequenas e médias a previsão é de restrição na oferta (-0,38 ponto) e melhora na demanda (0,50) e na aprovação de crédito (0,08).

agosto 07, 2013

Número de famílias com dívida tem queda, mas valor médio aumenta

O número de famílias endividadas recuou, mas o volume das dívidas aumentou. A constatação é de pesquisa nacional da FecomércioSP, que mostrou dados sobre endividamento dos brasileiros em 2012, em comparação ao ano anterior.

O percentual de famílias com dívidas caiu no Brasil, de acordo com o levantamento, de 62% para 59% no período. No entanto, o valor médio real da dívida mensal dessas famílias aumentou 7,6%, passando de R$ 1.812 para R$ 1.950.

A pesquisa mostrou também que  os índices de inadimplência das famílias e o de comprometimento de renda média mensal familiar ficaram praticamente estáveis. No indicador contas em atraso das famílias, a oscilação foi de 23% em 2011 para 22% em 2012, e a taxa de renda comprometida com o pagamento de dívidas ficou perto de 30%.

O estudo da FecomércioSP revelou também que a cidade de São Paulo tem o maior volume de dívidas das famílias, com um total de R$ 3,6 bilhões, crescimento de 15% na comparação com o ano anterior. Palmas, em Tocantins, foi a cidade com maior variação: 43%, somando um total de dividas de R$ 59 milhões.

Quando o critério é o valor da dívida por família, a liderança é de Florianópolis, com  média de R$ 2.505, contra R$ 2.228 no ano anterior. Também estão no alto do ranking Vitória, com R$ 2.499 (o valor era de R$ 2.329 em 2011) e Belo Horizonte, com R$ 2.476 (em comparação a R$ 2.302 no ano anterior).

julho 31, 2013

Inadimplência recua e cai a taxa de atrasos nos empréstimos

A inadimplência dos consumidores teve queda em junho,  de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O percentual foi de 3,4% no mês passado, o menor nível desde junho de 2011. Além disso, a inadimplência do crédito para famílias com recursos livres, que inclui veículos e consignado, recuou 0,3 ponto percentual na comparação mensal, encerrando o mês em 7,2%.

O BC constatou também recuo no nível da taxa de atrasos entre 15 e 90 dias, de 6,8% em maio para 6,5% em junho.

Os dados do Banco Central mostraram também que a fatia mensal do orçamento das famílias destinada ao pagamento de dívidas financeiras recuou em maio. Naquele mês, 21,44% da renda líquida das famílias foi empregada para o pagamento de obrigações financeiras, em comparação a 21,47% em abril. No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 22,47%.


O levantamento revelou que o estoque de crédito subiu 1,8% em junho, somando R$ 2,531 bilhões, o equivalente a 55,2% do PIB. Em 12 meses o avanço foi de 16,4%, o mesmo verificado no fim do ano passado. O crescimento veio do crédito direcionado, com alta de 2,9% no mês, enquanto o crédito com recursos livres mostrou um aumento de 0,9%. As instituições públicas puxaram o desempenho, com crescimento de 3,5%. Os bancos privados nacionais mostram contração de 0,3%.