agosto 15, 2013

Banco Central prevê ligeira queda na oferta de crédito

O Banco Central prevê que a oferta de crédito para pessoas físicas deve ficar mais restrita no terceiro trimestre, enquanto a demanda e a aprovação devem crescer. As variações, no entanto, serão pequenas, segundo estimativas do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, com base em levantamento realizado com 46 instituições financeiras.
As operações para consumidores levadas em conta pelo BC são cheque especial, crédito pessoal, financiamento de veículos e cartão de crédito.
O indicador do Banco Central em relação ás perspectivas do crédito é expresso em uma escala que varia entre -2 e 2 pontos, com -2 indicando mais restrição. Com base nessa escala, a demanda por empréstimos ficou em 0,06 pontos, indicando aumento da procura. Pelo lado da oferta, o índice foi negativo em 0,07 ponto.

Entre os indicadores, o que mostra perspectiva negativa é o crédito para grandes empresas, que nos três itens avaliados (oferta, demanda e aprovação) mostrou variações negativas. Para as micro, pequenas e médias a previsão é de restrição na oferta (-0,38 ponto) e melhora na demanda (0,50) e na aprovação de crédito (0,08).

agosto 07, 2013

Número de famílias com dívida tem queda, mas valor médio aumenta

O número de famílias endividadas recuou, mas o volume das dívidas aumentou. A constatação é de pesquisa nacional da FecomércioSP, que mostrou dados sobre endividamento dos brasileiros em 2012, em comparação ao ano anterior.

O percentual de famílias com dívidas caiu no Brasil, de acordo com o levantamento, de 62% para 59% no período. No entanto, o valor médio real da dívida mensal dessas famílias aumentou 7,6%, passando de R$ 1.812 para R$ 1.950.

A pesquisa mostrou também que  os índices de inadimplência das famílias e o de comprometimento de renda média mensal familiar ficaram praticamente estáveis. No indicador contas em atraso das famílias, a oscilação foi de 23% em 2011 para 22% em 2012, e a taxa de renda comprometida com o pagamento de dívidas ficou perto de 30%.

O estudo da FecomércioSP revelou também que a cidade de São Paulo tem o maior volume de dívidas das famílias, com um total de R$ 3,6 bilhões, crescimento de 15% na comparação com o ano anterior. Palmas, em Tocantins, foi a cidade com maior variação: 43%, somando um total de dividas de R$ 59 milhões.

Quando o critério é o valor da dívida por família, a liderança é de Florianópolis, com  média de R$ 2.505, contra R$ 2.228 no ano anterior. Também estão no alto do ranking Vitória, com R$ 2.499 (o valor era de R$ 2.329 em 2011) e Belo Horizonte, com R$ 2.476 (em comparação a R$ 2.302 no ano anterior).

julho 31, 2013

Inadimplência recua e cai a taxa de atrasos nos empréstimos

A inadimplência dos consumidores teve queda em junho,  de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O percentual foi de 3,4% no mês passado, o menor nível desde junho de 2011. Além disso, a inadimplência do crédito para famílias com recursos livres, que inclui veículos e consignado, recuou 0,3 ponto percentual na comparação mensal, encerrando o mês em 7,2%.

O BC constatou também recuo no nível da taxa de atrasos entre 15 e 90 dias, de 6,8% em maio para 6,5% em junho.

Os dados do Banco Central mostraram também que a fatia mensal do orçamento das famílias destinada ao pagamento de dívidas financeiras recuou em maio. Naquele mês, 21,44% da renda líquida das famílias foi empregada para o pagamento de obrigações financeiras, em comparação a 21,47% em abril. No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 22,47%.


O levantamento revelou que o estoque de crédito subiu 1,8% em junho, somando R$ 2,531 bilhões, o equivalente a 55,2% do PIB. Em 12 meses o avanço foi de 16,4%, o mesmo verificado no fim do ano passado. O crescimento veio do crédito direcionado, com alta de 2,9% no mês, enquanto o crédito com recursos livres mostrou um aumento de 0,9%. As instituições públicas puxaram o desempenho, com crescimento de 3,5%. Os bancos privados nacionais mostram contração de 0,3%.

julho 24, 2013

Previsão de oferta restrita de crédito para consumo

A oferta de crédito para o consumo, que foi restrita no segundo trimestre, deve ser tímida também no período de julho a setembro, de acordo com o Indicador de Crédito para Consumo – Oferta Esperada, calculado pelo Banco Central (BC). As operações de crédito para consumo são cheque especial, crédito pessoal, financiamento de veículos e cartão de crédito.
O indicador é expresso em uma escala de pontos que varia entre -2 e 2 pontos. A pontuação em -2 indica mais restrição e em 2, mais flexibilidade.
Segundo o Banco Central, o indicador de oferta para consumo ficou negativo em 0,07. A instituição também divulgou a perspectiva para a demanda por crédito, que ficou em 0,06 ponto, indicando tendência de aumento da procura por empréstimos.
Outro dado é a perspectiva de aprovações esperadas no crédito para consumo pelas instituições financeiras, que ficou em 0,06 ponto.
O BC pesquisa ainda a perspectiva das instituições financeiras para a demanda, oferta e perspectiva de aprovação de crédito pelos bancos para financiamento imobiliário e empresas grandes e micro, pequenas e médias.
De acordo com o indicador de demanda por financiamento imobiliário, a perspectiva das instituições é estabilidade na oferta e melhora na demanda (0,25) e nas aprovações de crédito (0,13). A pesquisa para esse indicador foi feita com as principais instituições financeiras atuantes no crédito habitacional para famílias, representando cerca de 95% do volume total de crédito do segmento.
No caso das grandes empresas, deve haver queda tanto na demanda (-0,33), quanto na oferta (-0,59) e na aprovação de crédito (-0,24) no terceiro trimestre deste ano. Nesse caso, a pesquisa é feita com instituições responsáveis por, pelo menos, 90% do volume de crédito para o segmento.

Para as micro, pequenas e médias empresas, espera-se mais restrição na oferta (-0,38) e melhora na demanda (0,50) e na aprovação de crédito (0,08). A pesquisa foi feita com bancos responsáveis por cerca de 90% do crédito para essas empresas.

julho 18, 2013

Novas regras inibem fraude no consignado

O empréstimo consignado para aposentados pelo INSS, uma das linhas de crédito mais baratas, está com novas normas para evitar fraudes e endividamento excessivo.
Pela nova regra, o segurado que denunciar desconto indevido de empréstimo consignado em seu benefício do INSS terá os descontos em folha suspensos e, além disso, ficará com a margem consignada bloqueada até que a denúncia seja apurada.
Antes dessa norma, o segurado que conseguisse a suspensão dos descontos tinha toda a margem consignada liberada e ainda poderia fazer novo empréstimo consignado até o limite de 30% de sua renda. Com isso, abria-se a possibilidade de existir fraudes, já que o segurado poderia “pular” de empréstimo em empréstimo, sob a alegação de ter sido vítima de fraudes.
Mais ainda, a regra anterior possibilitava a realização de empréstimos acima da capacidade de pagamento do tomador, liberando a margem de um consignado para obter outro crédito.
Agora, se 10% da renda estivessem comprometidos com um empréstimo consignado, e a operação fosse denunciada como indevida ao INSS, a margem de 10% ficaria bloqueada até a apuração ser finalizada. Se o aposentado que denunciou fraude quisesse obter um novo empréstimo, teria apenas 20% da renda disponíveis. A medida ajuda também a evitar que os aposentados se endividem demais.

No empréstimo consignado para aposentados pelo INSS o desconto é feito diretamente do pagamento do benefício da aposentadoria. As taxas de juros variam de 0,74% a 2,14% ao mês.

julho 11, 2013

Contribuinte tem acesso eletrônico a dados da declaração do IR

Quem entregou a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2013 pode verificar na Internet o andamento da declaração, no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), no endereço eletrônico: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx
O site permite o acompanhamento da declaração classificando  a situação como “Em processamento”, “Processada”, “Em análise”, “Retificada”, “Cancelada” e “Tratamento manual”.
Dessa forma, o contribuinte pode acessar o site para saber, por exemplo, se a declaração tem pendências que podem encaminhá-la para a malha fina. Nesse caso, é possível enviar uma declaração retificadora, em que eventuais problemas da declaração original sejam resolvidos. Mas é preciso agir rápido: quanto antes for feita correção mais rápida será liberada a restituição.
O contribuinte com imposto a pagar pode verificar também no site se as quotas estão sendo quitadas nos prazos acertados. Se for o caso, pode também pedir, mudar ou cancelar o pagamento das quotas por débito automático, além de ter a possibilidade de identificar e parcelar débitos em atraso.

Para ter acesso a essas informações o contribuinte deve, ao acessar o site, informar seu CPF, código de acesso (gerado no próprio site) e senha. É necessário também ter em mãos os recibos de entrega da declaração dos dois últimos anos.

julho 02, 2013

Investidor de poupança espera pela nova Selic

Quem tem dinheiro aplicado na poupança está na expectativa em relação à próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anunciará o novo nível da taxa Selic, no dia 10 de julho. Esses investidores estão na expectativa para verificar se os membros do Copom cumprirão a previsão da maioria dos analistas, de nova elevação da taxa básica, desta vez para 8,5% ao ano.

Se confirmada essa alta, os investidores em poupança vão comemorar. Pelas regras de remuneração dessas aplicações que foram adotadas em 2012, quando a taxa chega a 8,5% o rendimento das cadernetas vai a 6,17% ao ano, mais a variação da TR (Taxa de Referência). Até a mudança da lei, essa era a remuneração da poupança independentemente do nível da taxa Selic.


Com a Selic em vigor até 10 de julho, de 8% ao ano, a poupança rende 0,4551% ao  mês, ou 5,60% ao ano, mais TR. Pela regra, quando a taxa básica está abaixo de 8,5% as cadernetas são remuneradas por um porcentual equivalente a 70% da Selic, acrescido de TR.